sábado, 16 de novembro de 2013


Revisão de Valores. Isso é urgente!

“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles questão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que a sua sociedade está condenada”.
Embora esta frase já seja por demais famosa, esta semana, uma fiel leitora que prefere não ser identificada, no auge de suas décadas de serviços prestados à Educação, nos trouxe esta lembrança. Esta obra de arte é, na verdade, do ano de 1920, de autoria da filósofa russo-americana Ayn Rand. Fugitiva da revolução russa, a judia chegou aos Estados Unidos em 1920 e, ao escrever a frase acima, jamais pensava em pleno terceiro milênio estaria tão atualizada.
Nem precisa ir ao Governo Federal, até porque não gosto de me referir ao Governo Federal quando o assunto é lição de moral. Por quê? O governo é bom? Sou partidário do governo?
Nada disso interessa. A questão é que, dentro da minha idiotice de menino que veio da zona rural já adolescente, percebo que todas as mazelas que se percebem em Brasília existiam no Rio até a nova capital ser construída. E continuaram existindo por lá nos governos militares, nos tempos de José Sarney, de Itamar, de Fernando Collor, de Fernando Henrique e de Lula.
Se sempre existiam, por que só agora, determinada classe social começa a se espantar com tantos desmandos no governo?
Simples: agora, quem vive apregoando que ocorreu isso ou aquilo é porque não leva vantagem, como ocorria no passado. A verdade é que o Brasil é um país que tem vocação para o que é banal, para o que é para alguém levar vantagem em tudo, para aquilo que é bom para mim e nem tanto para os outros.
Como ando meio desiludido com esse pessoal da política de favores, desde o nível municipal até as Nações Unidas, sinto-me à vontade para analisar como entender que se deve. Até porque, sou obrigado a pagar impostos e a me contentar em resolver a vida com aquilo que me cabe, pois não se deve esperar favores de uma classe política a quem não se quer fazer favores. Afinal, é dando que se recebe...
Ao discutir a famosa frase com a Pedagoga e com professor Márzio Henrique, outra cabeça pensante da nossa sociedade, comentei que esta frase deveria ser colocada em algumas prefeituras pelo interior afora. É impressionante como se vai do Oiapoque ao Chuí e se veem sempre as mesmas coisas: pessoas que não entendem nada de nada são aquelas que definem como serão norteados os interesses dos que pagam impostos que garantem os gigantes salários de gente que não serviria para nada, não fosse o cabide político.
Mas, meus caros leitores, é assim que funciona. Se serve de alento, as estatísticas mostram que as pessoas estão se formando mais. Caso estejam também se informando mais, quem sabe poderemos ver uma luz ao fim do túnel. Caso aconteça, que esta luz não seja o trem...