segunda-feira, 15 de junho de 2015

154 Sonetos de William Shakespeare - Soneto nº11

Tão rápido quanto cresces, assim fenecerás
Em um dos teus de quem te despedes;
E o sangue novo que aos mais novos concedes
Poderás chamar de teu quando deixares a juventude.
Aqui reside a sabedoria, a beleza e o progresso;
Sem isto, há loucura, velhice e decrepitude.
Se todos se importassem, o tempo cessaria,
E em três tempos do mundo ele se despediria.
Deixemos aqueles que a Natureza não preservou,
Duros, amorfos e rudes, morrer sem filhos.
Àqueles a quem ela concedeu a graça, deu mais ainda;
Cujo presente abundante mais deverias prezar;
Ela te esculpiu como símbolo e, por isso,
Mais deverias produzir para não feneceres.