segunda-feira, 13 de julho de 2015

É PAMONHA E MINGAU DE MILHO VERRRRRRRRDE....

“É PAMONHA E MINGAU DE MILHO VERRRRRDE...
É MINGAU DE MILHO VERRRRDE E PAMONHA!!!”
Quem nunca ouviu este anúncio pelas ruas de Sete Lagoas pelo menos uma vez? Já ouvi umas quinhentas vezes, imagino.
E vem acrescida de outros dizeres igualmente interessantes e criativos, como:
“... E O DELICIOSO BOLO DE MILHO DE VERRRRRDE!”
Em uma cidade absolutamente mal educada como SETE LAGOAS no quesito poluição sonora, o carro de pamonha talvez seja o mais educado, se não o único que anuncia com educação e tonalidade correta. Se é que existe algum nível de som correto por ruas de cidades civilizadas.
Enfim, o objetivo aqui não é lembrar o absurdo que ouvimos pelas ruas, com gente de toda espécie dirigindo os carros do barulho infernal. Eles pensam que gritar resolve; se assim o fosse, porco não morreria. A cada dia um barulho ainda maior, e parece que a altura que colocam é inversamente proporcional à qualidade do som.
Detalhes! Voltemos à pamonha e ao mingau de milho verrrrrrde!
Outro dia, sábado de manhã, no merecido descanso que qualquer professor merece, para matar de inveja os outros profissionais que, às vezes, ganham melhor, mas não têm tanto tempo livre e gastam dinheiro para cuidar do estresse, saí à rua e ouvi o anúncio do “delicioso bolo de milho verde”. Em seguida, seguiu a gravação com o tradicional “é pamonha e mingau de milho verde; é mingau de milho verde e pamonha”.
Meu Deus! Aquilo foi o fim! Mudaram o locutor.
Tremi e bambeei as pernas. Não podia ser. Haviam mudado o locutor. Naquele momento, senti uma revolta interior e, desde então, não mais me controlei por causa de tamanha injúria. Por quantas vezes, tentei imitar a fala do locutor tradicional nas minhas de marketing na Escola Técnica!
Senti-me traído, frustrado, indignado. Acabado!
Por favor, esta coluna suplica ao responsável pela pamonha, pelo mingau de milho verde e pelo “delicioso bolo de milho verde”: voltem com o locutor tradicional. Nada de som de FM, o outro é que é o bom.
E, quer saber: de mais a mais, vocês não formam fila com esse povo sem educação que ligam som alto nos ouvidos da gente. E são simpáticos. E, para completar, a pamonha, o mingau e o bolo realmente são deliciosos.

Mulhers que escolhem demais...

154 Sonetos de William Shakespeare - Soneto nº31

Teu peito contém todos os corações,
Que eu, por não os ter, supus mortos;
E onde reina o amor, e tudo o que o amor mais ama,
E todos os amigos que pensei jazidos.
Quantas lágrimas santas e obsequiosas
Roubaram o amor sagrado de meus olhos,
Como maldição dos mortos, que agora ressurge
Entre coisas invisíveis que em ti se ocultam!
Tu és a tumba onde o amor enterrado vive,
Preso aos trunfos dos amores que partiram,
Que entregaram a ti tudo que pertence a mim;
E, por isso, tudo agora é apenas teu:
Tudo que neles amei, eu vejo em ti,
E tu (todos eles) me tens em tudo o que sou.