segunda-feira, 10 de agosto de 2015

154 Sonetos de William Shakespeare - Soneto nº51

Assim pode meu amor desculpar a velada ofensa 
De minha torpe montaria quando de ti me afasto: 
Por que eu deveria fugir de onde estás? 
Até retornar, não preciso te escrever. 
Ó que desculpa dará meu pobre animal, 
Quando a galope parecerá se demorar? 
Então, eu deveria cavalgar o vento – 
A velocidade alada é desconhecida para mim. 
Assim, nenhum cavalo acompanhará meu desejo; 
Portanto, o desejo, do amor que se faz perfeito, 
Negará todo o corpo em sua célere carreira; 
Mas o amor, pelo amor, desculpará meu alazão: 
Pois, ao me afastar de ti, trotou lentamente, 
Correrei para ti, e a ele deixarei partir.