segunda-feira, 21 de setembro de 2015

154 Sonetos de William Shakespeare - Soneto nº81

Ou viverei para escrever o teu epitáfio, 
Ou sobreviverás quando na terra eu já tiver apodrecido; 
Daqui a morte não poderá arrancar a tua memória, 
Embora de mim cada parte seja esquecida. 
Teu nome aqui .cará imortalizado, 
Embora eu, depois de partir, morra para o mundo; 
A terra me reservará uma cova rasa, 
Enquanto jazerás sepulta perante todos. 
Meu verso frágil erigirá a ti um monumento, 
Que olhos divisarão no futuro, 
E línguas futuras mencionarão o teu ser, 
Quando todos deste mundo já tiverem ido. 
Ainda viverás (eis a virtude de minha pena) 
No hálito da boca de outros homens.