segunda-feira, 16 de novembro de 2015

154 Sonetos de William Shakespeare - Soneto nº121

É melhor ser vil do que vil considerado, 
Quando não se é, e ser repreendido por sê-lo, 
E o prazer justo perdido, que é tão caro 
Não por nós, mas pela opinião alheia. 
Por que a visão falsa e adulterada dos outros 
Deve julgar o meu sangue ardente? 
Ou minhas fraquezas, enquanto o mais fraco espia, 
Que por eles seja mau o que acredito bom? 
Não, eu sou quem sou, e eles que julgam 
Meus erros reconhecem em mim apenas os deles; 
Posso ser reto, embora eles sejam tortos; 
Diante desses pensamentos, meus atos se ocultam, 
A menos que esse mal geral que eles mantêm: 
Todos são maus e em sua maldade reinam.