terça-feira, 17 de novembro de 2015

154 Sonetos de William Shakespeare - Soneto nº122

Teus dons, tuas palavras, estão em minha mente 
Com todas as letras, em eterna lembrança, 
Que permanecerá acima da escória ociosa 
Além de todos os dados, mesmo na eternidade; 
Ou, ao menos, enquanto a mente e o coração 
Possam por sua natureza subsistir; 
Até que todo o esquecimento liberte sua parte 
De ti, teu registro não se perderá. 
Esses pobres dados não podem reter tudo, 
Nem preciso de números para medir o teu amor; 
Assim fui corajoso para dar de mim a eles, 
Para confiar nesses dados que sobram em ti. 
Manter um objeto para lembrar-te 
Seria aceitar o esquecimento em mim.