quarta-feira, 18 de novembro de 2015

154 Sonetos de William Shakespeare - Soneto nº123

Não! Tempo, não te regozijarás porque envelheço: 
Tuas pirâmides erguidas com nova força 
A mim não assustam, nem surpreendem; 
São apenas visões de velhos lugares. 
Nossos dias são breves e, portanto, admiramos 
O que tu nos impõe que envelheceu; 
E preferimos tê-los conforme nosso desejo, 
A conhecê-los somente por suas lendas. 
Desafio tanto as histórias quanto a ti, 
Sem me importar com o passado ou o presente; 
Pois teus livros e o que vemos ambos mentem, 
Feitos, mal e mal, em tua contínua pressa: 
Isto eu juro, e assim será sempre, 
Serei verdadeiro, apesar de ti e tua longa foice.