segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

154 Sonetos de William Shakespeare - Soneto nº151

O amor é muito jovem para ter consciência: 
Embora quem desconheça que esta nasça do amor? 
Então, gentil mentiroso, não me apresses, 
Minha culpa decresce quão mais doce teu ser for. 
Pois, se me traíres, trairei 
A parte mais nobre do meu corpo – 
Minha alma diz que ele 
Triunfará no amor; a carne prescinde da razão; 
Mas, elevando-me ao teu nome, te transformo 
Em seu prêmio mais dileto. Orgulhoso disso, 
Contenta-se em carregar seu pobre fardo, 
Impor-se aos teus casos, tombar ao teu lado. 
Prescindo de consciência para chamá-la 
De amor – amor por que me ergo e tombo.